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Governança Corporativa na prática

por Natália Braulio25 de mai. de 2020
Governança Corporativa na prática

Um dos assuntos relevantes, em questões de inovação, é a Governança Corporativa. Com inúmeros modelos de negócios diferentes surgindo, torna-se um desafio alinhar as práticas de governança. Para entendermos um pouco mais do assunto e contarmos o case prático da Openbox.ai, montamos esse artigo.

Governança Corporativa na prática

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, as discussões sobre governança corporativa tiveram início devido aos conflitos relacionados às propriedades dispersas das empresas e o desacordo dos interesses de sócios, executivos e da empresa.

Por exemplo, Herbert Steinberg, consultor em governança corporativa, define o método como uma série de práticas e interações entre os acionistas/cotistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. Sendo a finalidade desse conjunto de ações a melhoria do desenvolvimento empresarial e do acesso ao capital.

No Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa (2015), encontram-se quatro pilares:

O primeiro pilar é a Transparência. Esse pilar como o próprio nome já diz, representa a clareza no repasse de todas as informações a todas as partes envolvidas, e não somente informações determinadas pelas leis ou pelos regulamentos.

O segundo pilar é a Equidade, que representa o tratamento igualitário de direitos, deveres, necessidades e expectativas de todas as partes envolvidas.

O terceiro pilar é a Prestação de Contas, que tem o objetivo de garantir que os agentes da GC prestem contas de forma clara e sucinta, estando cientes de suas diretrizes de atuação e assumindo a responsabilidade de suas possíveis atitudes ilícitas.

O quarto pilar é a Responsabilidade Corporativa, que representa a responsabilidade pela viabilidade econômico-financeira da organização, ou seja, os agentes da GC devem conseguir contornar as externalidades negativas e aproveitar as positivas, levando em contas o modelo de negócio no âmbito de curto, médio e longo prazo.

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Agora em 2019, o IBGC estruturou um modelo direcionado ao novo mercado: Governança Corporativa para Startups & Scale-Up de estruturação (acesse ele clicando aqui), são elas:

Ideação

É a fase da percepção do problema e o desenvolvimento da ideia para solução. É quando os fundadores se unem e definem um propósito, que, em breve, se tornará uma empresa.

Validação

É quando o produto, mercado e modelo de negócio estão em experimentação, buscando resolver as lacunas deixadas na fase da ideação. A Startup já existe, mas todas as suposições estão sendo validadas.

Tração

Também conhecida como Product Market Fit (ajuste do produto ao mercado), o serviço/produto já foi testado e validado, agora os desafios da startup são atrair e manter clientes e aumentar seu faturamento sem abdicar dos princípios e valores definidos na fase de Ideação.

Escala

O desafio na fase da Escala é crescer. Aqui a empresa já está estabelecida, com produto/serviço já reconhecido no mercado. Agora a busca é por crescimento exponencial, atrás de novas oportunidades, seja em produtos, serviços ou em termos geográficos.

E como isso tudo funciona na Openbox.ai?

A Openbox.ai é uma fintech de crédito empresarial, que busca fortalecer as Pequenas e Médias Empresas que tenham ações sustentáveis no seu dia a dia, através da oferta de crédito mais justo e transparente.

E a tal da governança corporativa?

Na Openbox.ai estamos comprometidos com os 4 pilares de sustentação da governança: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Mesmo sendo uma startup, nós já temos um time de mentores e conselheiros com larga experiência profissional, composto por:

Fabiana Bernabe; Profissional com sólida experiência corporativa. Trabalhou em multinacionais exemplares como Ericsson, Telefónica e General Electric. Além de mentora na Openbox.ai, Fabiana é CEO e Co-founder da EQUILIBRA Health Coach.

Wilson P. Gavião; Especialista com o objetivo de conectar a inteligência artificial à demanda do empreendedorismo inovador, com experiência de transformar dados em valor para uma variedade de setores. Wilson é Co-founder da Higher Ground, uma FashionTech inovadora que combina inteligência artificial e interatividade visual.

Thiago Rossato Especialista em pesquisa e desenvolvimento de Software com forte experiência de mercado. Foi engenheiro de software na Pixeon, e atualmente é responsável pela equipe de desenvolvimento do produto RD Station e Co-founder da Aquila Medical Innovation.

Leandro Bergmann; Com mais de 20 anos de experiência em instituições financeiras nacionais e internacionais, sendo diretor regional do banco ABN AMRO e do Bank of Boston. Leandro é Senior Managing Partner na Martinelli Atria, empresa de assessoria de transações e negócios corporativos e estratégias financeiras.

Eduardo Tanaka; Talentoso Designer, Eduardo tem grande experiência em UX e Design Thinking corporativo, reconhecido por prezar qualidade e detalhes em seus projetos. Ele foi Designer de interação na Pixeon, UX Designer na Par Mais e atualmente é Design Chapter Lead na ArcTouch.

Esses mentores também atuam como conselheiros em reuniões mensais aqui na Openbox.ai, o que fortalece nossa prática de prestação de contas e melhoria contínua.

Sabemos que, por ainda ser uma empresa com menos de um ano, temos muitos desafios nos quesitos de governança. No entanto, podemos afirmar que já nascemos com essas práticas em nosso DNA.

É sempre emocionante falar sobre como estamos construindo um modelo de governança próprio, pois acreditamos na imensa importância que isso tem na empresa a curto e longo prazos. O objetivo de aplicar uma governança corporativa saudável e inovadora não é apenas pensando na empresa no futuro, mas sim em uma jornada cheia de experiências incríveis em nossa rotina diária.


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